Esporro Público 2018 - #RIPLemmy - UOL Blog

Phil Lynott é o cara! O líder do Thin Lizzy sempre mostrou o por quê de ser, ao lado do Lemmy Killmister, o Badass motherfucker do Rock'N Roll.

Se ele estivesse vivo, com certeza Phil Lynott travaria uma batalha contra o Motörhead, pra ver quem seria a banda mais barulhenta do mundo. Tá certo que o Manowar detém o recorde, mas o Lemmy e sua gangue usam e abusam dos décibeis e infernizam os pais, que cruzam o seu caminho.

Voltando ao Lizzy, as poesias irlandesas escritas por esse inglês naturalizado irlandês, filho de uma católica e de um brasileiro (como ele diz: "isso é que é pai"), as guitarras gêmeas que hipnotizam sempre quando são tocadas, sempre farão diferença na carreira traiçoeira do Thin Lizzy.

Onde quer que Phil Lynott esteja: The Boys Will Back in Town. I'll just the Cowboy.

Um ano após a tormenta...

18/80/2007: Duas entrevistas imperdíveis!

Nesse sábado, dia 18, fui a Galeria do Rock fazer uma pesquisa sobre o meu trabalho de facul; quando eu entrei na Baratos Afins, falei com exclusividade com o dono Luis Calanca. Meu, o cara era foda, puta gente fina, humildaça. Ele contou sobre como e quando ele criou a loja Baratos Afins, sobre os grandes momentos do Rock brasileiro, a criação do Projeto SP Metal, o relacionamento com as bandas, a repercussão desse trabalhoque marcou época, as polêmicas com a mídia discriminando o Rock, etc. Dava pra fazer um documentário em cima disso, mas como farei um livro reportagem...

Outra entrevista que fiz foi com o lendário Toninho Iron, presidento do fã-clube do Sepultura. Ele também contou sobre a trajetória, das lutas desse fã-clube para defender o Sepultura, em meio a repressão policial, do preconceito da mídia, dos períodos turbulentso, como a saída do MAx, a entrada do Derrick, até a possível volta dos irmãos Cavalera ao posto de onde nunca deveriam ter saído.

Isso tudo vai ser editado e impresso nesse meu livro, que será lançado em breve, se a facul aceitar! Mas, com certeza vai estar numa livraria pertinho de vcs!

29/08/2007:

Nessa quarta-feira tive uma missão que, no início, parecia meio impossível. Visitar a redação da revista Roadie Crew. Minha missão era entrevistar, ninguém meos que Ricardo Batalha, redator-chefe dessa revista maravilhosa.

Na ida foi dureza ao extremo. Peguei três ônibus até chegar ao local. Quando eu cheguei houve uma surpresa: uma viatura da polícia me abordou e resolveu fazer uma vistoria em mim; disse a ele que eu era estudante de Comunicação e que só estava querendo fazer um trabalho de faculdade. Claro que o policial foi gente fina e que só estava fazendo seu trabalho. Então fomos até o local e fomos recebidos por Batalha e pela Maria José, que faz parte da equipe. Pois bem: tudo não passou de um mal-entendido. E ficou tudo bem. Foi daí que o Ricardo Campos, também da revista, chegou e fomos entrar, já que eu tinha hora marcada.

O local onde fazem a revista é uma casa comum, mas grande de coração, pois sempre que trabalham pelo Metal, tem seu espaço.

Batalha me atendeu superbem e, desde então, começamos a entrevista. Na primeira tentativa, eu havia apertado só o Play do meu gravador. E tive que recomeçar, mas o Batalha nem ligou. Ele é jornalista, também deve ter errado em algumas reportagens.

Segunda tentativa e deu certo. Batalha me contou tudo sobre o meio do Metal; de sua experiência com suas bandas; ao mesmo tempo como roadie (tanto do Angra quanto do Eldritch); revelou que foi forçado a tocar bateria, pois não gostava; do relacionamento do Metal com a mídia; dos seus trabalhos com as bandas; da posição da Roadie Crew como veículo que atende ao estilo, entre outras histórias.

De quebra ganhei duas edições avulsas da revista (valeu Maria José!) e agradeci, de coração, a eles pela hospitalidade e pedi desculpas pelo mal-entendido com a polícia. Mas Batalha brincou: "Se fosse um pagodeiro, um rapper, aí sim..."

Foi dureza no começo, mas valeu a pena! Espero que a entrevista com o Batalha sirva para o meu trabalho de TCC, que está só na metade!

Um ano após a tormenta...

17/09/2007:

Nesta segunda feira, quando eu estava prestes a finalizar a primeira parte do meu TCC, resolvi entrevistar mais uma banda para completar:  a banda Pedra.

Formada por músicos como Luiz Domingues (baixo e vocal), Xando Zupo (guitarra e vocal), Rodrigo Hid (vocal, guitarra e teclado) e Ivan Scartezinni (bateria), o grupo aposta num Rock anos 70, cantado em português. para essa entrevista, encontrei o Luiz no metrô Ana Rosa, foi difícil mas consegui eu achá-lo. Daí nós dois fomos para a cas do Xando, que também é um estúdio de gravação. Foi um puta caminho para chegar até a essa casa, pois fica próximo ao Parque da Aclimação.

Chegando a essa casa, fomos recebidos pelo Xando e sua esposa, todos gente finíssima e com muito Rock'N Roll na veia. Toda a casa tinha quadros de Bandas setentistas e guitarras Les Paul penduradas na parede.

Sobre a entrevista, eles contam de suas experiências com as bandas que faziam parte como A Chave do Sol, Harppia, Patrulha do Espaço (cujo destino foi a formação do Pedra), a cena de São Paulo, tudo que acontecia naquela época. Até mesmo eles falavam de coisas mais polêmicas como a onda das bandas cover e do Arnaldo Jabor.

Essa foi, sem dúvida, a melhor entrevista que eu fiz e que vai me ajudar bastante nesse TCC. Histórias muito mais reveladoras de uma cena que, muitas vezes, a mídia esquece completamente! Na saída, quando estava me despedindo dos dois, chegou o baterista Ivan para os ensaios. E tem mais: o Xando me deu o CD de estréia para eu escutar! Mas isso é uma outra história...

25/10/2007: Simples e persistente

Foi assim que o vocalista China Lee da banda Salário Mínimo me definiu, com seu carisma e total profissionalismo. Nesta quinta-feira, fui ao estúdio Audio Place fazer a etrevista com o mesmo. Cheguei lá, meio apreensivo, conheci o guitarrista Kenzo, que é amigo pessoal do China. Bati um super papo com ele, contando a sua devoção a banda, seus tempos de colégio com China e Paul X do Monster, além de fatos hilariates.

Cheguei a mostrar meu TCC pra ele e adorou a forma como estou abordando o meu trabalho. China chegou e já começamos a entrevista. Foi muito banca eu saber de toda a luta e batalha dessa, que é uma das pioneiras bandas do Metal de São Paulo. China contou sobre as dificuldades de uma banda se firmar no undergroud, além de bater de frente com modismos da qual ele nunca aceitou. Seu maior trabalho sempre foi lutar contra o preconceito e catar em língua pátria toda a revolta da sociedade, de forma maravilhosa.

Espero poder ver a banda novamente, seja em shows ou no estídio, o que foi muito legal. Conheci a banda toda. Espero pelo laçamento do CD do Salário Mínimo. Valeu China.

Agradecimentos ao Daniel Beretta.

Quem quiser conhecer o som dessa banda, acesse:

http://www.myspace.com/bandasalariominimo

De que adianta o cara raptar a moça em seu apartamento e fazê-la refém por quatro dias e após 100 horas os poiliciais fazem uma cagada do tamanho dum cão atirando e matando a garota pela cabeça, só porque o cara estava com ciúmes? E o pior: a garota morreu sem saber que o próprio pai é um ex-policial que formava uma quadrílha chamada Gangue Fardada!

Esse é o Brasil que estamos vivendo! Enquanto os políticos continuam com seu sono egípcio, os policiais formam quadrílhas de extermínio só para fazer justiça com as próprias mãos. No melhor estilo Tropa de Elite versão Sin City!

Estamos em coma quanto às leis leigas e arcaicas desse país!




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Rodrigo Souza Mlh

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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Música, Cinema e vídeo